Redescobrir

As pequenas grandezas no caminho

Projeto de Assistência aos Povos Indígenas – Sangradouro

Há algum tempo, conversando com minha irmã Lais, fiquei sabendo que os alunos de sua faculdade possuíam um projeto muito interessante. Um projeto  chamado PAAPI que consiste em uma assistência na área de saúde aos povo indígenas Xavantes e Bororos. Em seu formato original é composto exclusivamente por alunos de medicina, porém após demonstrar meu incessante interesse, Lais me colocou em contato com uma das lideranças.

Em contato com essa liderança durante algumas semanas, que desde o inicio me estimulou bastante e disse gostar da ideia de ter outro profissional da área da saúde no grupo, no meu caso a nutrição. Percebi que minha formação em comunicação social também poderia ser interessante, uma vez que eles necessitavam de registros fotográficos, além de desenvolver uma maneira de promover o projeto, que até então conta com o trabalho voluntário e financiamento dos próprios participantes.

Entretanto depois de algumas conversas fiquei sabendo que havia uma certa resistência de outras lideranças do grupo para a entrada de profissionais não médicos, deixei um pouco a ideia de lado e comecei a focar no desenvolvimento do “Redescobrir”, meu projeto de viagens e trabalhos sociais, que se você está lendo esse texto, é muito provável que já conheça. Quando já havia quase esquecido de tudo isso, recebi uma mensagem me convocando para uma reunião que haveria com representantes das universidade de Santos e Mogi das Cruzes. Mais uma vez estava extremamente empolgado com a possibilidade e fui ao encontro desses estudantes.

No local da reunião, fiquei sabendo de mais detalhes do projeto, estudei o cronograma de atividades que haviam elaborado e ficou definido que eu seria o responsável pelas palestras e atividades educativas relacionadas à alimentação,  também teria a missão de registrar todas as atividades para criar uma página oficial na internet, atraindo assim patrocinadores e financiadores do projeto. Minha viagem então ocorreria um pouco antes do planejado, sai de casa às pressas deixando pra trás algumas questões pendentes, mas muito feliz pelo que estava por vir.

Chegando na aldeia fomos recebidos pela missão Salesiana, um grupo de religiosos que começou a se estruturar na região desde 1907, com a intenção de criar projetos educacionais para os moradores locais. Os primeiros padres que tentaram contato com os indígenas acabaram mortos, porém em 1957 um grupo de índios de aproximou da missão, foram acolhidos pelos padres que começaram desde então a voltar seus serviços para essas comunidades indígenas e em seu auge, possuíam 700 alunos nas escolas e atendiam de uma geral mais de 4000 índios de 40 aldeias diferentes. O cacique Alexandre, líder dos Xavantes na região, foi um dos primeiros a ser educado pelos religiosos, foi uma honra conhece-lo pois é um dos representantes do seu povo que possui registros no Museu da Língua Portuguesa.

A primeira instancia estavam todos cheios de energia, dispostos a ajudarem o pobres indiozinhos necessitados da aldeia, mas a realidade foi nos mostrando sua face. Os problemas mais urgentes logo se tornaram evidentes: Falta de saneamento básico, ausência de funcionários qualificados em saúde e educação, pouca ou quase nenhuma estrutura de serviços básicos, grande quantidade de lixo, novas doenças levadas pelos homens brancos, má alimentação, uma epidemia de alcoolismo, além é claro de um grande descaso das autoridades, que ficam passando a culpa de órgão para outro. Se estávamos dispostos a ajudar, havia muito a ser feito.

Iniciamos um plano de aproximação desses povos, que incluía brincadeiras com as crianças além de um estudo que ocorria toda a noite sobre o idioma Xavante, onde aprendíamos algumas frases como: rowa’awe (bom dia), e rowê di (como vai você?), e niha atsitsi (como é seu nome?), e pouco a pouco fomos ganhando a confiança dos povos ali presentes, que chegaram até a convidar as estudantes de medicina para uma partida contra o time feminino de futebol da tribo.

Durante os dias que estivemos na aldeia tivemos sorte de coincidir com dois médicos cubanos, que estavam nas aldeias pelo programa Mais Médicos do governo federal, Lazaro e Juan, que já haviam trabalhado em países da Africa e no Haiti, ambos muito experientes em áreas de risco e situações emergenciais, faziam malabarismo para conseguir atender os pacientes com o pouco recurso que dispunham nas aldeias. Apesar da resistência da maioria dos estudantes, eu e algumas pessoas do grupo estávamos lisonjeados com a presença desses profissionais e tentamos ser o mais receptivos e hospitaleiros possível com os mesmos em nosso país, pois são pessoas que vieram para cá, deixaram suas famílias para trás e fazem um trabalho com toda a boa vontade e humanidade que se deveria ver em qualquer profissional da saúde.

Mas como nem tudo é um mar de rosas, toda aquela animação e espirito de superman salvador de indígenas foi se dissipando frente aos problemas que encontrávamos. Muitas vezes nos sentíamos impotentes deparados à realidade que víamos na aldeia, e muitas pessoas dominadas pelo ego de querer ver o resultado de seu grande esforço em abrir mão das suas férias para se dedicar à uma causa social, começaram a desanimar. Confesso que era um pouco difícil pois os próprios indígenas não colaboravam com a mudança de sua própria realidade, não por serem “vagabundos” como ouvi dizer, mas por possuírem uma cultura completamente diferente da nossa, e uma maneira de lidar com tempo e trabalho oposta de nossa sociedade, não possuem ganancia e não tem a mentalidade de acúmulo de riqueza que é intrinsecamente muito forte na civilização atual. Pra gente é complicado entender como eles vivem daquela maneira miserável, mas ainda assim gastam R$200,00 em um taxi que os levasse para o supermercado na cidade, a educação financeira é algo muito novo talvez até inexistente nesses povos.

Decididos a manter o trabalho de formiguinha que estávamos fazendo alí, seguimos com nossas palestras, atividades educativas, debates, preenchimento de formulários e coleta de dados epidemiológicos, pois sabíamos que se conseguíssemos mudar o mínimo na realidade de pelo menos uma pessoa, todo aquele trabalho teria valido a pena. Quanto a alimentação sentia que a maior parte das doenças que possuíam estavam relacionada com a introdução de alimentos industrializados da nossa cultura, alto consumo de produtos açucarados como biscoitos, pães de farinha branca, doces e refrigerante eram os principais causadores de diabetes, pressão alta, obesidade e caries dentárias. Meu principal foco nas palestras era valorizar sua própria alimentação tradicional, baseada em frutas, raízes, cereais e carne de caça e pesca, resgatando esses valores haveria uma melhoria em campos como a saúde, cultura e até mesmo na comunidade com a diminuição da produção de lixo.

No decorrer de nossos dias fomos surpreendidos pela morte de um membro da aldeia Xavante, em sua cultura o luto é algo muito relevante e respeitado, as crianças não ficam nas ruas brincando, não pode haver música alta e todos os trabalhos são cessados. A tribo é dividida em dois clãs, e o todo o ritual funerário deve ser realizado pelo clã rival, o que mostra que essa divisão não passa de uma maneira de unir mais o grupo e mantê-lo competitivo por suas origens guerreiras, os parentes mais próximos do falecido raspam os cabelos, inclusive as mulheres e o ritual é algo muito bonito e emocionante, toda a aldeia acompanha o corpo em direção ao cemitério e os ancestrais vão entoando um coro que se assemelha ao choro, até chegar na cova. No cemitério foi pedido as mulheres estudantes de medicina que se retirassem do local, e alguns dos homens, inclusive eu, tiveram a honra de ser convidados a participar do enterro e jogar algumas pazadas de terra sobre o caixão, foi algo inexplicável a sensação que tive em poder participar de um ritual tão íntimo de sua cultura.

Por conta do luto, não podíamos continuar com as visitas dentro das casas dos Xavantes e portanto pensamos em deixar algumas sementes de bons exemplos, decidimos fazer um mutirão para limpeza do postinho de saúde, que se encontrava em situação lastimável, com fezes de morcego por todo lado, remédios em caixas de papelão molhada, terra pelas paredes e até mesmo seringas e objetos cortantes pelo chão. Passamos quase um dia todo limpando o local, enquanto alguns membros da aldeia simplesmente assistiam, reclamavam da falta de assistência do governo, pudemos presenciar até um grupo de adultos que jogavam bolinha de gude. Algumas pessoas ficaram revoltadas com tal postura e até mesmo chegaram a discutir com os indígenas. Fomos dormir exaustos com o trabalho físico realizado e sabíamos que em pouco tempo todo esse trabalho de limpeza seria perdido, pois não há uma cultura de manutenção e cuidado com a própria comunidade. Entretanto no dia seguinte tivemos uma grande surpresa, a organização estava mantida e eles tiveram até mesmo o cuidado de colocar um pano na porta de entrada para que as pessoas limpassem os pés de terra antes de entrar, pequenos gestos que demonstravam que valia a pena seguir em frente.

Ao longo das semanas que passamos nas aldeia pudemos observar algumas das sementes florescendo, e colher modestos, porém lindos frutos como sorrisos, abraços, até mesmo palavras de quem estava escovando os dentes, comendo alimentos mais naturais, ou gratos por nossa presença e trabalho. Pra mim o que mais vou levar pra vida, é o aprendizado de humildade, de trabalhar com desapego do resultado e me entregar de coração pra qualquer atividade que eu tenha me disposto a fazer, sem esperar nada em troca, o exercício de conter o ego é um desafio maior do que qualquer ato de solidariedade.

 

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Proyecto de asistencia a los pueblos Indígenas – Sanradouro

Hace algún tiempo, conversando con mi hermana Lais, me enteré que los alumnos de su facultad tenían planeado participar en un proyecto muy interesante. Un proyecto llamado “PAAPI” el cual,  consiste en dar asistencia en el área de salud a las personas indígenas Xavantes y Bororos. Originalmente, es compuesto exclusivamente por alumnos de medicina, sin embargo, después de mostrar mi constante insistencia, Lais me puso en contacto con una de las líderes.

Estuve en contacto con la líder durante algunas semanas, la cual,  desde el inicio me motivó bastante y dijo agradarle la idea de tener otro profesional del área de salud en el grupo, en mi caso la nutrición. Me di cuenta que mi formación en comunicación social, también podía interesarles, ya que ellos necesitaban de registros fotográficos, además , de desarrollar una manera de promover el proyecto que hasta ahora cuenta con el trabajo voluntario y el financiamiento de los propios participantes.

Sin embargo, después de algunas pláticas me enteré que había una cierta resistencia (inconformidad) por parte de la otras líderes del grupo respecto a la entrada de profesionales que no fueran médicos. Dejé un poco la idea de lado y comencé a enfocarme en el desarrollo de “Redescobrir”, mi proyecto de viajes y trabajos sociales, que si estás leyendo este texto, es muy probable que ya conozcas. Cuando casi me había olvidado de todo, recibí un mensaje invitándome a una reunión con la presencia de un representante de las universidades de Santos y Mogi de las Cruzes. Una vez más estaba extremadamente entusiasmado con la posibilidad de participar y fui a reunirme con los estudiantes.

En el lugar de reunión, me enteré de más detalles del proyecto, estudié el horario de las actividades que habían elaborado y quedó definido que yo sería el responsable de las conferencias y actividades educativas relacionadas con la alimentación, también tendría la misión de registrar las actividades para crear una página oficial en internet, con el fin de atraer patrocinadores y gente que pudiera financiar el proyecto. Con esta noticia,  mi viaje comenzaría un poco antes de los planeado, salí de casa a toda prisa dejando atrás algunos asuntos pendientes, pero muy feliz por lo que estaba a punto de vivir.

Llegando a la aldea fuimos recibidos por la misión Salesiana, un grupo de religiosos que comenzó a organizar la región desde 1907, con la intención de crear proyectos educativos para la población local. Los primeros padres que tuvieron contacto con los indígenas murieron en el intento, sin embargo, en 1957 un grupo de indios llegaron a la misión y fueron acogidos por los padres que comenzaron desde entonces a dar sus servicios para esas comunidades indígenas.  En su apogeo contaban con 700 alumnos en las escuelas y atendìan a más de 4000 indígenas de 40 aldeas diferentes. El cacique Alexandre, líder de los Xvantes en la región, fue uno de los primeros en ser educado por los religiosos, fue una honra conocerlo pues es uno de los representantes que tiene registros en el Museo de la Lengua portuguesa.

Al principio estaban todos llenos de energía, dispuestos a ayudar a los pobres indiecitos necesitados de la aldea pero la realidad nos fue mostrando su cara. Los problemas más urgentes, pronto se volvieron evidentes: falta de higiene básica, ausencia de funcionarios calificados en salud y educación, poca o casi ninguna estructura de servicios básicos, gran cantidad de basura, nuevas enfermedades adquiridas de hombres blancos, mala alimentación, una epidemia de alcoholismo, además , de una clara negligencia de las autoridades quienes pasaban la responsabilidad  y culpa de una organización a otra. Si estábamos dispuestos a ayudar, había mucho que hacer.

Iniciamos un plan para acercarnos a las personas que incluía juegos con los niños,  además de estudiar,  todas las noches el idioma Xavante. Así, fue como aprendimos algunas frases como “rowa’awe” – buen día, “e rowê di” – ¿cómo estás? y “e niha atsisi” ¿cuál es tu nombre? Poco a poco fuimos ganando la confianza de las personas ahí presentes quienes incluso invitaron a las estudiantes de medicina a un partido contra el equipo de futbol femenino de la tribu.

Durante los días que estuvimos en la aldea tuvimos suerte de coincidir con dos médicos cubanos que estaban en las ladeas por el programa “Más Médicos” del gobierno federal, Lázaro y Juan, quienes ya habían trabajado en países de África y Haití, ambos muy experimentados en las áreas de riesgo en situaciones de emergencias, hacían malabares para conseguir atender a los pacientes con los pocos recursos con los que contaba la aldea, A pesar de la resistencia de la  mayoría de los estudiantes, yo y algunas personas del grupo, estábamos halagados con la presencia de los profesionales e intentamos ser lo más acogedores y hospitalarios posible con ellos, pues esas personas vinieron a nuestro país dejando a sus familias para hacer un trabajo con toda su buena voluntad y humanidad que debería de tener cualquier profesional de salud.

Pero como no todo es un mar de rosas, aquel ánimo y espíritu de Superman salvador de indígenas fue desapareciendo frente a los problemas que encontrábamos ya que muchas veces, nos sentíamos impotentes frente a la realidad que veíamos en la aldea y muchas personas dominadas por el ego de querer ver el resultado de su gran esfuerzo tras renunciar a sus vacaciones para dedicarse a una causa social, comenzaron a desanimarse. Confieso que era un poco difícil pues los propios indígenas no colaboraban con el cambio de su realidad, no por ser flojos como oí decir, pero ellos poseen una cultura completamente diferente a la de nosotros,  su manera de lidiar con el tiempo y el trabajo son opuestos al de nuestra sociedad, no tienen codicia y no tienen mentalidad de acumulación de riqueza que es una caracterísitca intrínseca en la civilización actual. Para nosotros es complicado entender como ellos viven de aquella manera miserable pero aun así gastan $200 reales en un taxi que los lleva para el supermercado en la ciudad ya que la educación financiera es algo muy nuevo  y tal vez hasta inexistente en esas personas.

Decididos en mantener el trabajo de hormiga que estábamos haciendo ahí, seguimos con nuestras conferencias, actividades educativas, debates, llenado de formularios, y colecta de datos epidemiológicos, sabiendo que si conseguíamos cambiar un poco de la realidad de por lo menos una persona, todo aquel trabajo habría valido la pena. En cuanto a la alimentación sentía que la mayor parte de las enfermedades que la gente tenía, estaban relacionadas con la introducción de alimentos industrializados de nuestra cultura alto consumo de productos azucarados como: galletas, panes de harina blanca, dulces, y refrescos; eran los principales causantes de diabetes, presión alta, obesidad, y caries. Mi enfoque principal en las conferencias era crear valor en su alimentación tradicional, basada en frutas, raíces, cereales y carne de caza y pesca, rescatando esos valores,  habría una mejora en campos como la salud, la cultura y hasta en la limpieza de la comunidad disminuyendo la basura.

En el pasar de nuestros días fuimos sorprendidos por la muerte de uno miembro de la aldea Xavante, en su cultura el luto es algo muy relevante y respetado, los niños no pueden quedarse en las calles jugando, no puede haber música alta y hay paro de labores. La tribu es dividida en dos clases, y todo el ritual funerario debe ser realizado por la clase rival lo que muestra que esa división no pasa de ser una manera de unir más el grupo y mantenerlo competitivo en sus orígenes guerreros, los parientes próximos del fallecido se afeitan la cabeza incluyendo las mujeres, el ritual es algo muy bonito y emocionante, toda la aldea acompaña al cuerpo en dirección al cementerio y los antepasados van entonando un coro que se asemeja al llanto hasta llegar al lugar del entierro. En el cementerio se pidió a las estudiantes de medicina que se retiraran del lugar y algunos de los hombres, incluso yo, tuvimos la honra de ser invitados a participar en el entierro y lanzar algunos puños de tierra sobre el ataúd, es inexplicable la sensación que tuve al poder participar en un ritual tan íntimo de su cultura.

A causa del luto no pudimos continuar con las visitas dentro de las casa de los Xavantes y por eso pensamos en dejar algunas semillas de buenos ejemplos, decidimos hacer una jornada de limpieza del centro de salud, el cual,  se encontraba en una situación lamentable, con excremento de murciélago por todos lados, medicinas en cajas de cartón húmedas, tierra en las paredes y hasta jeringas y objetos punzocortantes en el suelo. Pasamos casi un día entero limpiando el lugar, mientras algunos miembros de la aldea simplemente veían, se quejaban de la falta de apoyo por parte del gobierno incluso pudimos presenciar un grupo de adultos que jugaban canicas. Algunas personas se enojaron con dicha actitud e incluso llegaron a discutir con los indios. Nos fuimos a dormir exhaustos tras el trabajo físico realizado sabiendo que en poco tiempo todo esa labor de limpieza se perdería pues no hay una cultura de mantenimiento y cuidado por parte de la comunidad. Sin embargo, al día siguiente tuvimos un gran sorpresa, la organización se mantuvo e incluso ellos tuvieron el cuidado de colocar un paño en la puerta de entrada para que las personas se limpiaran los pies de tierra antes de entrar, pequeños gestos que demostraban que valía la pena seguir adelante.

A lo largo de las semanas que pasamos en la aldea pudimos observar algunas de las semillas floreciendo, cosechando modestias, sin embargo,  lindos frutos como sonrisas, abrazos, palabras de quien estaba cepillándose los dientes, comiendo alimentos más naturales y hasta agradecimientos por nuestra presencia y trabajo. Personalmente, lo que más me llevo para la vida, es el aprendizaje de humildad, de trabajar independientemente del resultado y entregándome de corazón para cualquier actividad que yo me disponga a hacer, sin esperar nada a cambio, el ejercicio de contener el ego es un desafío mayor que cualquier acto de solidaridad.

 

One Response to “Projeto de Assistência aos Povos Indígenas – Sangradouro”

  1. sammydress says:

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